EVERY TING THING

by Jamie Drouin | Olaf Hochherz

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1.

about

"I distinctly remember borrowing a stethoscope from my school’s science department when I was in grade five. I had imagined sticking the device up to all sorts of objects – trees, anthills, fences – and unlocking secret audio worlds within. With the exception of one subject, our dog, who had a particularly active digestion that day, most of my other experiences using the stethoscope where underwhelming, to say the least." - Jamie Drouin

EVERY TING THING, which documents the first meeting between minimalist sound artists Jamie Drouin and Olaf Hochherz, could easily be a suitable replacement for the elusive experience mentioned above.



REVIEWS

Por vezes esquecemo-nos que as palavras que utilizamos para falar de um disco acabam por ser redundantes ou insuficientes, quando não desadequadas. “Every Thing Thing” de Jamie Drouin e Olaf Hochherz relembra-nos isso a cada momento da sua escuta. Esta tem de ser atenta e paciente se não queremos perder cada som, cada ruído que emerge, calmo e em volume baixo, do quase omnipresente silêncio. Este, quando é quebrado, deve-se à urgência de nele fazer surgir uma interrupção.

Herdeiro de Cage, o trabalho dos dois músicos revela-se como uma paciente abordagem à arte de fazer surgir sons sem abafar as sonoridades quotidianas que nos rodeiam. Grande parte do que podemos ouvir parece provir de instrumentos electrónicos, da manipulação de objectos e de amplificações produzidas por microfones de contacto. Parece, porque no CD não há qualquer referência ao instrumentário usado; poderiam ser outras as fontes sonoras Aliás, se fossem, talvez a nossa percepção fosse outra.

E assim, este disco de sons frágeis e etéreos, de um radicalismo conceptual que não nos deve afastar da sua audição atenta e empenhada, vai-se desenrolando até aos minutos finais, altura em que uma profusão de sons se faz ouvir antes do silêncio final. Mas, também, se dele quisermos, por momentos, afastar-nos, não deixaremos de continuar com o estado de espírito que julgo ser aquele que Drouin e Hochherz pretendem transmitir-nos.

“Every Thing Thing” vem reafirmar que, na estética “near-silence”, como em muitas outras da música de hoje, ainda há muito para fazer e explorar e que os caminhos que continuam a ser percorridos pela improvisação são capazes de revelar-nos muitas surpresas. Este é, para mim, um dos mais belos e brilhantes trabalhos deste ano, mas também dos mais difíceis de recomendar, nomeadamente pela ousadia presente durante cerca de uma hora, o tempo que dura a gravação. No final, tanto podemos achar que ouvimos pouco, muito ou “apenas” o necessário. Mas, como se encontra disponível para download a um preço baixo, sempre posso apelar a que se atrevam a indagá-lo.

Pedro Chambel | Jazz.pt


Very, very, very quiet. In the notes to the release on the Infrequency site, Drouin (I assume) mentions borrowing a stethoscope from school at a young age with the intention of investigating the hidden worlds in trees, anthills, etc. (he got as far as his dog). That image, of holding up a sensitive recording device to a thick, opaque object–say, a tree–and just barely registering the sounds within, the termites chewing, the worms softly gnawing, the internal architecture of the tree itself slightly bending and creaking, is a pretty apt one for the experience one has during the hour or so of infinitesimal activity from Drouin and Hochherz. It’s extremely easy to forget the sounds are there, to let them simply provide the merest addition to wherever you’re listening. The scant chittering (tiny mandibles at work), the bumpy rolling about of an object on a barely resonant surface, the even fainter hums of some exterior world, the imagined gentle trudging of sextets of pincers/feet on sand–all can easily blend in to the point of disappearing. Plus, I’m listening to it as a download on my Macbook, so there’s a limit to the volume I can achieve, though I’d say that overly pumping it up would defeat what I perceive to be the purpose. That said, it makes it a hard one to evaluate in the routine sense (not a bad thing!) insofar as concentrated listening goes. I go back to thinking of it as non-intentional natural phenomena, listening in on those trees, with no guarantee of constant “interesting” goings-on, requiring the state of mind to find any activity as inherently fascinating. You find yourself leaning in to the speakers, trying to decipher what you’ve heard or think you’ve heard, aware, uncomfortably or not, that you’re missing events occurring deeper in. I like it a lot.

And, as always, a beautiful illustration and package design from Lance Austin Olsen.

Brian Olewnick | Just Outside

credits

released October 31, 2013

mastering - Olaf Hochherz
cover painting - Lance Austin Olsen
design - Jamie Drouin

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INFREQUENCY EDITIONS Victoria, British Columbia

Infrequency Editions (est. 2001) is focused on the works of Lance Austin Olsen, Jamie Drouin, and the circle of artists with whom they collaborate.

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